The Code sobre o EP de estreia: «São raras as pessoas que não descobrem bandas nas plataformas digitais»

The Code

Depois de algum tempo em estúdio, The Code lançam-se à “Estrada”, o EP de estreia disponibilizado no passado dia 10 em formato digital.

Marisa Oliveira, na voz, Félix Medeiros, na guitarra, Amadeu Medeiros, na bateria, Hugo Medeiros, nas teclas, e André Ferreira, no baixo, estão juntos há cinco anos; tempo suficiente para cimentarem as três canções que compõem o EP – ‘Hope Song’, ‘What’s Wrong With You’ e ‘É o Amor’, que se pode ouvir mais abaixo.

Dois anos depois da primeira atuação em público na Ilha de São Miguel, nos Açores, de onde são oriundos, The Code apresentam o primeiro trabalho de originais onde, sempre com a voz marcante da vocalista Marisa Oliveira, percorrem vários estilos, desde o funk à pop, passando pelo rock e pelo jazz. Mas há mais…

The Code estão a lançar o EP de estreia - Estrada
The Code estão a lançar o EP de estreia – Estrada

Daniela Azevedo – Há quanto tempo estão juntos?
Marisa Oliveira – Estamos juntos desde 2012. Curiosamente, conhecemo-nos em 2004, ano em que formamos a banda Anjos Negros. Por motivos pessoais, não conseguimos avançar com a banda e as nossas vidas tomaram rumos diferentes. Quis a estrada da música que nos reencontrássemos oito anos depois…

DA – Quais são as vossas formações musicais?
MO – Todos estudámos e continuamos estudando na grande escola da vida, através de ensaios, concertos ou com colegas da área. Apenas, o Félix, o guitarrista, teve oportunidade de seguir os estudos musicais no Hot Club de Portugal. Felizmente, foi e é uma mais valia para nós. Trouxe um ar mais intelectual e ideias refrescantes ao som dos The Code.

DA – “Estrada” é o vosso primeiro EP. O primeiro single a ser apresentado foi o tema ‘É o Amor’. O restante EP segue a mesma linha musical?
MO – Todos os nossos temas contêm aquilo que lá lhes colocamos: paixão, amor, trabalho, dedicação, perseverança, esperança… Todos eles são únicos e especiais para nós mas ‘É o Amor’ tem-nos tocado pelo feedback que temos tido por parte de quem nos rodeia. É uma balada cheia de bonitos arranjos, uma mensagem e letra poderosa, uma construção com detalhes e códigos ao nosso jeito. Digamos que é uma música melancólica, mas romântica. Os dois outros temas incluídos no EP “Estrada” foram escritos em Inglês e revestem-se de pop e rock com uma pitada de jazz. Faz-nos querer levantar e gritar para o mundo.

DA – O álbum inteiro é um objetivo?
MO – Sem dúvida! Costumamos guiar-nos pelo lema “um dia de cada vez”! Até ao dia de hoje conseguimos o feito de lançar estas três músicas. Estamos super entusiasmados e orgulhosos. Lançar um álbum com mais temas nossos será um feito ainda maior e que ambicionamos muito. Temos algumas músicas em construção e outras prontas a “sair do forno”. Mal surjam oportunidades, vamos agarrá-las!

DA – Sentem que as novas tecnologias, nomeadamente as plataformas digitais, ajudam ao aparecimento de novas bandas ou, pelo contrário, tornam o desafio ainda maior?
MO – Somos da opinião que as plataformas digitais são uma mais-valia e são imprescindíveis para quem tenta vingar no mundo da música. Hoje são raras as pessoas que não acedem e que descobrem bandas ou indivíduos desta arte através das plataformas digitais. É muito mais prático e rápido. Tomamos os Code como exemplo: com o lançamento do EP “Estrada” através de formato digital, estamos tendo a grande oportunidade de dar a conhecer o nosso trabalho a quem ainda não nos conhece. É tão fácil aceder hoje ao mundo cibernauta. Seria difícil, por exemplo, vender o nosso EP nos Estados Unidos se fosse em formato físico. Neste momento, há já várias pessoas que fizeram a pre-order das nossas músicas na América. E isto é um grande exemplo da vantagem destas plataformas.

DA – Vamos ter oportunidade de vos ver no continente este ano?
MO – Teremos o maior gosto em levar a nossa música e os nossos corações açorianos para a terra de Camões! Temos ideias e perspetivas quanto a isso. Trabalhamos e lutamos para que a nossa mensagem chegue a todos os portugueses. A ver vamos… Um dia de cada vez!

DA – Qual é o código para se descobrir se é amor?
MO – Ah… O amor… Pergunta difícil… Cada qual sente-o à sua maneira, define-o à sua maneira e interpreta o amor à sua maneira. O código pode variar de pessoa, para pessoa. Citando o nosso tema, o amor é “dar e receber e receber e dar de volta”. Se não voltar, talvez não seja amor…

Daniela Azevedo

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