CRASSH! Parece que vai partir? E vai, mas é uma festa.

Os CRASSH a fazerem a festa em palco

Os CRASSH são um grupo português, formado em Aveiro, que há dez anos decidiu começar a pegar em todos os objetos que lhes apareciam pela frente, desde botas a baldes, passando por pias e vassouras, e fazer música com eles. No total, mais uma dezena de percussionistas fazem uma combinação única de música, movimentos e comédia visual.

Em abril de 2007 foi quando Bruno Estima, mentor e diretor artístico do projeto, decidiu juntar um grupo de CRASSHianos e, muito divertidos, começaram a espalhar a sua música pelo país fora. Mais abaixo pode ouvir-se ‘Sá Sá’, uma das suas composições originais. O projeto CRASSH é uma produção We Tum Tum, uma associação cultural que promove e dinamiza o desenvolvimento de movimentos artísticos emergentes, dirigida por Bruno Estima.

As letras, note-se, não são bem em português mas sim em CRASSHonês, embora tenham aceitado dar esta entrevista em português.

Daniela Azevedo – Resumir dez anos de carreira numa resposta acredito que não seja fácil mas gostava que me descrevessem alguns dos marcos neste vosso percurso musical.
Bruno Estima / CRASSH – A aventura começou ainda antes de 2007 no meu início de carreira de docente de percussão, não só, mas essencialmente na Escola de Artes da Bairrada. Nesse sentido comecei com programas menos comuns nas aulas de classe de conjunto, que viriam a ter o nome de #CRASSH_GREEN_LEVEL e que continuam. Os resultados foram suficientemente positivos para que houvesse apresentações fora da escola e nomeadamente no concurso “Projetos com pernas para andar 2007” promovido pela d’Orfeu, em Águeda, no qual recebemos o primeiro prémio. Este evento acabou por marcar o início oficial de CRASSH como projeto independente. Depois houve mais prémios e reconhecimentos de mérito, nomeadamente o “Jovens Criadores 2008”; em 2010 a passagem pelas semi-finais do “Portugal tem Talento” foi uma experiência interessante e em 2013 a “Escolha do Público” para melhor espetáculo no Festival Internacional de Castilla e Léon – Espanha. Nos últimos quatro anos o projeto cresceu exponencialmente passando a um projecto 100% profissional, e foram nestes últimos quatro anos que se concentraram mais experiências marcantes, tais como a passagem por palcos como o Festival FIMU, em França, a passagem pelo o palco principal na Concentração Motard de Faro, FACYL em Salamanca, Festival Internacional de Castilla e Léon, em Ciudad Rodrigo, Maré de Agosto em Santa Maria, nos Açores, entre outros.

DA – Quantos “instrumentos” é que vocês juntam em palco?
BE – Cerca de 15 “instrumentos”. A maioria são o que chamamos de tubophones feitos de tubo corrugado, depois temos a nossa bateria com um bombo de baldes de plástico da vindima e outros géneros de tubo com peles de fita cola, um guitarra elétrica de vassoura, e por aí fora…

DA – Os CRASSH são 12 em palco. É fácil encontrarem-se todos para ensaiar?
BE – Não é nada fácil ter um ensaio em que estamos todos, felizmente, para ajudar, em palco só somos oito no máximo o que permite gerir a incompatibilidade de agenda.

DA – O que quer dizer CRASSH?
BE – CRASSH é a onomatopeia para o som que qualquer ser humano cria/faz facilmente, muitas vezes involuntariamente. Para nós tudo o que faz som pode ser transformado numa intervenção artística musical, neste sentido tudo o que faz som é CRASSH!

DA – As letras das vossas composições, geralmente, são sobre o quê?
BE – Estados de espírito…

DA – Em Aveiro já são bem conhecidos. Para o país que espetáculos estão a preparar?
BE – Sim, é verdade, nós só somos conhecidos nalgum pontos geográficos, onde Aveiro e Oliveira do Bairro se destacam claramente. Estamos a produzir/preparar o que iremos chamar de “X TOUR” que terá passagens pela Casa da Música, no Porto, Culturgest, em Lisboa, Coimbra, Braga e outras cidades ainda por definir.

DA – Que novidades são essas que estão a preparar para este ano?
BE – Além da X TOUR vamos lançar o nosso primeiro álbum este ano e fazer por levar CRASSH o mais longe e ao maior número de pessoas possível.

DA – Na We Tum Tum que outros projetos dinamizam?
BE – A WeTumTum é uma Associação Cultural sem fins lucrativos que nasceu para dar resposta às necessidades de CRASSH que em si já reúne oito formas diferentes de se apresentar, sendo elas: CRASSH_Stage, CRASSH_Street, CRASSH_Duo, CRASSH_Babies, CRASSH_workshops, CRASSH_PlayinWith, CRASSH_Experience e PHONOPENTATUBE, mas independentemente disso a intenção é vir a produzir outros projetos artísticos. Neste momento apenas tem mais duas produções: “TOCA a TOCA” um workshow para bebés, e brevemente o espetáculo “Bebé WAKA” uma co-produção com a Casa da Música do Porto que terá a sua estreia em junho.

Daniela Azevedo

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