Pedro Ribeiro sobre a Zumba: «Juntei todos os meus sonhos numa modalidade só»

Pedro Ribeiro - Zumba fitness instructor

Chegou, finalmente, a primavera 2018. Para muitos, a chegada do tempo mais quente traduz-se num renovar da inscrição no ginásio numa tentativa, quase sempre falhada, de obter aquele corpo escultural a tempo da praia.

Ainda assim, muito provavelmente esta é a estação do ano mais apropriada para quem ainda não pratica qualquer atividade física mas está disposto a tomar uma atitude e começar os treinos. Calma e suavemente, note-se. Se essa resolução já está tomada, só falta um incentivo extra e esse pode estar no reeducar de hábitos à mesa, numa corrida ou caminhada pelo meio de um jardim cercado de árvores e flores perfumadas, num passeio de bicicleta na companhia de amigos ou, porque não, numas braçadas na piscina mais próxima.

Antes de começar é fundamental garantir que a saúde está a 100%, respeitar os limites do nosso corpo, além de usar calçado e roupa adequados (as lojas de desporto têm apelos muito interessantes e coloridos nesta altura).

Para quem pretende ir mais além, aliando saúde física e mental (os especialistas dizem que o humor ajuda a obter melhores resultados nos exercícios físicos), tem de conhecer o Pedro Ribeiro, instrutor de Zumba, Pump, Jump, Dança e GAP – Glúteos, Abdominais e Pernas, sendo que tem sido na Zumba que mais se tem destacado.

Depois da sua passagem pela TVI, nos programas “Biggest Deal” e “Love on Top”, ei-lo a falar sobre o que mais gosta.

 

Pedro Ribeiro e Daniela Azevedo depois de uma aula de Zumba
Pedro Ribeiro e Daniela Azevedo depois de uma aula de Zumba

 

Daniela Azevedo – A Zumba chegou a Portugal há alguns anos juntando dança e exercício físico. Como é que te apaixonaste por esta modalidade?
Pedro Ribeiro – Como eu venho do mundo da dança e do espetáculo, sempre adorei os ritmos latinos. Juntando a isso a minha formação de técnico de exercício físico, a Zumba foi a modalidade com que mais me identifiquei, pois consegui juntar todos os meus sonhos numa modalidade só: dança, exercício físico, energia e espetáculo.

DA – Qual a música que não pode faltar nestas aulas?
PR – Sendo uma modalidade que nasceu na Colômbia, pela mão desse grande senhor que é Beto Perez, posso dizer que variamos os ritmos mas, na generalidade, são muito latinos (samba, reggaeton, cumbia e salsa). Com o passar dos anos, e graças ao sucesso que a marca teve ao nível mundial, fomos acrescentando outros ritmos como o bollywood, pop/dance e outros.

DA – Como é, para ti, a aula perfeita?
PR – Para mim a aula perfeita é quando no final sinto a felicidade, a energia e o sorriso sincero nas minhas alunas. Depois de uma aula ver as pessoas felizes, a sorrir e a pedirem mais, é uma sensação espetacular!

DA – Quem faz as tuas aulas sabe que são de sorriso garantido o tempo todo. Como é que te desafias a ti próprio nos dias mais difíceis?
PR Uma boa pergunta… Como deves imaginar quando se faz o que se gosta, e felizmente eu adoro o que faço, não se torna um desafio mas sim uma vontade enorme. Tenho dias menos bons sim, mas até eu mesmo utilizo a Zumba para me revigorar e assim poder transmitir energias positivas e sacar sorrisos sinceros!

DA – Onde gostavas de estar daqui a cinco anos?
PR – Ai, outra pergunta difícil de responder para alguém que vive no presente. Gostaria de continuar a desenvolver esta modalidade e realizar os meus sonhos, tenho consciência de que a idade irá pesar algum dia mas tambem sei os meus limites e as minhas vontades! Talvez daqui a cinco anos já tenha a minha própria marca; estou a trabalhar para isso.

DA – Já te chegou alguma história de alguém cuja vida tenha mudado graças à Zumba?
PR – Todos os dias mudamos a vida de alguém, a ideia é essa. Tenho tido sorte com o meu público pois são pessoas com uma coragem e forca espetaculares e, acredita, tenho alunas desde os 16 aos 70 anos. Ás vezes chegam-me agradecimentos delas e deles e quero acreditar que se isso existe é porque, de alguma maneira, estou a mudar a vida dessas pessoas.

DA – Beto Perez é considerado o Sr.Zumba. Admiras o seu trabalho?
PR – Claro que sim, admiro-o muito, sou o fã número um! [risos].

DA – E tu, tens alguma alcunha?
PR – Hoje em dia optei por fazer do meu nome a minha marca: “Pedro Ribeiro”. Mas sim, dantes era conhecido por Pipas, uma alcunha já dos tempos de escola que arrastei durante uns anos como marca na minha vida profissional noutras vertentes. Mas hoje em dia optei por ser eu: Pedro
Ribeiro.

DA – Nós costumamos ocupar os tempos livres a fazer exercício físico. Para quem faz dele profissão, que hobbies tem?
PR – Os meus hobbies, ora bem… adoro cozinhar e olha que sou bom cozinheiro [risos], gosto de ver TV e ir ao cinema, e… não tenho muito mais tempo disponível, pois quando chegamos a casa ainda temos toda uma preparação de aulas para o dia seguinte. Pode não parecer mas como instrutores temos muito trabalho quando chegamos a casa; o nosso dia não termina no ginásio.

DA – Que conselhos dás a quem esteja a tentar ficar em forma?
PR – Vou ser muito sincero e vou dizer algo que sempre ouvi “se os conselhos fossem bons não se davam, vendiam-se” [risos]. Eu acho que cada pessoa tem que se sentir bem com ela própria e não viver segundo um estereótipo que vê em revistas ou na televisão. Devemos, isso sim, tentar ao máximo ter uma vida saudável, uma boa alimentação e um treino acompanhado mas isto tudo só pelo nosso bem estar e saúde, não para ser uma réplica de outros corpos trabalhados! Como em tudo na vida, o que é de mais também pode trazer maus resultados. Temos que ser nós próprios e “vender” saúde.

DA – A sociedade ainda é muito castradora de quem não cumpre os chamados “padrões de beleza”?
PR – Cada vez mais se nota a preocupação das pessoas e vê-se o interesse no aspeto físico. Mas há sempre um “mas”… muita gente confunde beleza com moda, réplicas ou até mau gosto, acabando por cair nos exageros e tornar-se ridículo.

DA – Recomendação para o chamado “corpinho de verão”?
PR – A única recomendação a dar é: tratem-se durante o ano todo, com uma boa alimentação, saúde vigiada e ginásio, e não forcem o corpo a dar resultados em três meses para poderem brilhar no verão! Temos que fazer as coisas nos timings certos e acompanhados.

 

Daniela Azevedo 

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