Kate Mirson: «A música, para mim, é mais do que uma paixão»

Kate Mirson apresentou música nova em março de 2018

Kate Mirson está a apresentar o novo single, ‘Please Don’t Leave Me’, disponível mais abaixo, após o sucesso de ‘Broken One’, em setembro de 2017, um dos temas que faz parte da banda sonora da telenovela “Jogo Duplo” na TVI.

Natural de Benavente, Kate canta desde que se lembra, aprendeu cedo a tocar guitarra e piano e sempre se entregou com a alma toda ao seu grande sonho: ser cantora.

Experiências em programas como o “Fator X” português e inglês e no “The Voice” deram-lhe espaço para continuar a apostar no que mais gosta de fazer. A jovem, cujo nome de batismo é Catarina Silvério, acredita que o público jovem se pode, facilmente, identificar com as suas próprias experiências relatas em músicas…

 

Kate Mirson - Please Don't Leave Me
Kate Mirson – Please Don’t Leave Me

 

Daniela Azevedo – Já lançaste dois singles, ‘Broken One’ e ‘Please Don’t Leave Me’. Para quando o álbum?
Kate Mirson –
O álbum já está a ser trabalhado, mas para já estou focada em lançar singles, como estes dois que já saíram. Ainda não existe uma data de lançamento prevista.

DA – O álbum vai ter versões ou colaborações?
KM – O álbum está a ser composto e produzido com músicas originais da minha autoria. Neste primeiro trabalho quero dar a conhecer um pouco de mim por isso não vai ter versões ou colaborações, mas no futuro quem sabe…

DA – Música e letra são da tua autoria?
KM – Sim, as músicas e as letras que já saíram e que irão depois ouvir são da minha autoria. Já há muito tempo que eu componho. Na época de escola e até na infância era mais reservada e a música sempre foi uma forma de me expressar; é algo que me sai espontaneamente e de forma natural. Adoro compor porque é a minha história, são os meus sentimentos que estão a ser expostos; compor, simplesmente, faz parte de mim.

DA – Que sentimentos ou sensações pretendes transmitir com a tua música?
KM – ​Eu pretendo com as minhas músicas que as pessoas se possam relacionar a elas e no fundo que, as ajudem de alguma forma. A música, para mim, é mais do que uma paixão. Sempre foi a minha terapia, e, tal como a música de outros cantores me ajudou no passado a ultrapassar algo menos bom, ou me trouxe “aqueles” momentos de alegria, é isso que também desejo: que as minhas músicas tenham esse efeito nas pessoas.

DA – A quem pretendes chegar, a que público?
KM – Eu pretendo tocar no coração de todas as pessoas, mas diria que o público ao qual eu mais me dirijo seria ao jovem, visto que eu sou uma jovem, a minha música tem esse tom mais juvenil e as próprias letras são uma reflexão dos meus sentimentos e histórias, que, no fundo, acredito que se possam identificar mais com os jovens.

DA – Compões com guitarra e piano. Qual o critério para escolher um ou outro?
KM – ​Eu não diria que existe propriamente um critério, às vezes simplesmente varia pela forma como quero que a música soe. Se for uma balada, eu consigo conectar-me mais com o piano, enquanto que com a guitarra faço algo mais “alegre”.

DA – Cantar em inglês vai ser sempre a tua opção? Porquê?
KM – O inglês sempre foi a língua com a qual estive mais à vontade para cantar e compor, porque é algo mais universal, ou seja ela pode chegar a qualquer lado e o público realmente entender a mensagem que quero que seja transmitida numa música. Mas não diria que estou presa a isso, e quem sabe um dia até faça algo em português.

DA – Quem te inspira?
KM –
Existem tantos cantores que me inspiram, mas diria que tenho como grandes referências musicais a Jessie J, Christina Aguilera e Alicia Keys. Sempre foram cantoras que lutaram pelos seus sonhos e nunca desistiram mesmo quando ouviram vários “nãos”. Gosto da determinação, garra e perseverança delas. Isso inspira-me!

DA – Foram essas as escolhas musicais a que recorreste nos programas de talentos em que participaste?
KM – Sim, foram estas referências que me levavam a tirar algo delas para mostrar algo de mim, conseguia identificar-me muito com as suas músicas e isso é fundamental para mostrar o nosso potencial.

DA – Quais as diferenças entre o “Fator X” português e o inglês?
KM – As diferenças entre o “Fator X” de Portugal e de Inglaterra não são assim tantas, mas existem. Só pelo facto de a concorrência ser enorme na Inglaterra, as audições foram num estádio, mais propriamente no estádio do Arsenal, que estava completamente cercado por uma multidão que também se preparava para mostrar o seu potencial. Isto só num único dia de audições em Londres! Existe uma diversidade de culturas, já que muitas delas vinham também de outros países… Foi realmente uma experiência incrível e que nunca esquecerei porque adorei tanto ter estado lá, e ter vivido tudo aquilo…

DA – Qual é o teu nome verdadeiro?
KM – O meu nome verdadeiro é Catarina Silvério e a razão que me levou a escolher “Kate Mirson” como nome artístico, foi porque queria ter um nome mais “universal”, ou seja, em inglês, porque também canto e componho dessa forma. “Kate” vem do diminutivo de Catherine, “Mirson” «Mir» surgiu de Miranda, que é o meu nome de família materno, e «son» que, em português, significa filho, é uma terminação que está presente em vários nomes de famílias inglesas.

 

 

Daniela Azevedo

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