Viviane sobre Edith Piaf: «O acordeão não podia ficar de fora deste ambiente sonoro»

Viviane Canta Piaf - foto por Ron Isarin

Empurrada pelo desejo de mudança e de cantar outras melodias, Viviane, a conhecida cantora e co-fundadora da banda Entre Aspas e do projeto Camaleão Azul, que também integrou os projetos Linha da Frente e Rua da Saudade, lançou um novo trabalho discográfico intitulado “Viviane Canta Piaf”.

Lançado a 1 de dezembro do ano passado, o disco tem uma história que começa em 2016, quando o Teatro Municipal de Faro lançou a iniciativa “Artista Figuras”, sendo Viviane a primeira “figura” escolhida. Nessa qualidade, e cumprindo as regras da proposta, Viviane apresentou ao longo do ano três espetáculos diferentes no teatro, sendo o último dedicado à cantora francesa Edith Piaf. O concerto correu tão bem que a artista decidiu gravar alguns dos temas do alinhamento no álbum que agora nos dá a conhecer.

La Môme Piaf é uma referência muito especial na vida da cantora portuguesa, já que Viviane nasceu em França e lá viveu até aos 13 anos. Ainda que os temas se tenham popularizado en français, é a voz da cantora algarvia que se destaca. É uma voz que desperta sentimentos nostálgicos e serve como “cartão de visita” para (re)descobrir uma cultura, graças ao espírito forte que imprime à interpretação.

O primeiro single do álbum de tributo é uma versão muito pessoal do maior êxito de Edith Piaf, ‘La Vie En Rose’, tema que já completou 70 anos e que está disponível mais abaixo na versão do álbum agora lançado.

Doze anos depois de ter iniciado a sua carreira a solo, que vai já com cinco álbuns editados, Viviane, dedicou-se à descoberta e interpretação do repertório de Édith Piaf mas admite que não foi fácil chegar aos dez temas finais. Mais fácil é perdermo-nos numa simpática conversa com Viviane…

Viviane com Daniela Azevedo no início de 2018 sobre o álbum de tributo a Edith Piaf
Viviane com Daniela Azevedo no início de 2018 sobre o álbum de tributo a Edith Piaf

 

Para este “Viviane Canta Piaf” foram escolhidas dez das suas cantigas preferidas imortalizadas Piaf, como ‘L’Accordéoniste’, ‘Padam… Padam…’, ‘La Foule’, ‘L’Homme à la Moto’ ou ‘Non, Je Ne Regrette Rien’. Ao seu lado estão os músicos Filipe Valentim, ao piano, João Gentil, no acordeão, Tó Viegas, na guitarra acústica e portuguesa, João Vitorino, na guitarra elétrica, e Bruno Vítor no contrabaixo.

 

 

Daniela Azevedo

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