Lúcia Veríssimo no Muvi 2017: «Sempre serei atriz mas agora estou mais apaixonada pela realização»

Lúcia Veríssimo em Portugal

Quem não se lembra da Laís Brandão, da telenovela “Roda de Fogo” ou da apaixonada Letícia Ramalho da novela “Mandala”? Lúcia Veríssimo protagonizou a sua última telenovela há quatro anos mas revê-se totalmente no papel de realizadora que tem vindo a assumir.

No próximo dia 15 a atriz e realizadora vai estar em Lisboa, no cinema São Jorge, na abertura da quarta edição do Muvio único festival de cinema específico sobre música em Portugal, que decorre naquele espaço até dia 20 de novembro. O documentário de Lúcia Veríssimo, “Eu, meu pai e Os Cariocas – 70 anos de música no Brasil”, abre a edição deste ano do Muvi.

O documentário conta a história da música no Brasil a partir da Rádio Nacional até aos dias de hoje, tendo como fio condutor a carreira do maestro Severino Filho, fundador do grupo vocal Os Cariocas, responsável pela grande popularidade que a bossa nova atingiu no Brasil.

Inspirada pela frase de Tom Jobim “toda a música é o reflexo da sua época”, Lúcia retrata a importância da rádio na difusão de conteúdos culturais, em onda curta, nos anos 50, bem como as influências sociopolíticas que os artistas sofreram desde 1946 a 2016.

No total, Lúcia conseguiu juntar cerca de 60 depoimentos dos mais influentes artistas, musicólogos, escritores, maestros, compositores e historiadores para relatar uma história que ainda não tinha sido contada no cinema. O documentário, que é exibido na sala Manoel de Oliveira, do São Jorge, às 21h30 de 15 de novembro, foi idealizado, dirigido, produzido e narrado pela própria atriz e realizadora, filha do maestro, o que a torna parte integrante da história narrada. Numa conversa que tivemos tarde e noite adentro em Cascais, Lúcia admite que essa familiaridade só ajudou a engrandecer o resultado final.

 

Daniela Azevedo e Lúcia Veríssimo na Casa da Guia em outubro de 2017
Daniela Azevedo e Lúcia Veríssimo na Casa da Guia em outubro de 2017

Responsável pela câmara um, os depoimentos são dados com a intimidade de quem conversa cara a cara, fazendo assim com que o espectador se sinta integrado e privilegiado nessa partilha. No total, ouvem-se excertos de 134 músicas. Tudo graças ao arquivo de “mamãe”, disse-nos. Nesta verdadeira e longa conversa ficamos também a conhecer as histórias divertidas que Lúcia tem da “rádio que mexia com a imaginação”. 

 

 

Daniela Azevedo

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