Nerdy goofy me: rendida às versões a 8 bits de músicas dos 80’s

Anos 80 a 8 bits

Tarde de chuva. A vida já teve melhores dias e pensas que, se calhar, não escolheste lá muito bem o caminho da felicidade porque numa tarde de sábado como a de hoje não tens uma lareira para partilhar nas redes sociais, um animal de estimação que fique quietinho e penteadinho para resultar numa cute story de Instagram, nem uma cara-metade a fazer-te juras de amor com um por-do-sol absurdamente lindo e descoberto sabe-se lá onde.

Entre ficar no sofá a consumir qualquer substância que seja mais que café mas menos que cocaína e voltar a uns 30 anteontens da minha vida, a segunda opção pareceu-me melhor até porque, sem surpresa, nessa altura continuava a não ter lareira, a Lassie era um amor mas pouca gente queria saber disso além de mim, e também ninguém queria dançar comigo nas matinés da escola. O que restava: tardes em casa com um Schneider Euro PC II e um gira-discos Phillips. E foi assim que hoje descobri o melhor destes dois mundos (nostalgia overload!) mas com a vantagem de viver num mundo com Internet.

Só passaram 30 anos mas, naquele tempo, os computadores com rato não eram uma regra – fazia-se tudo só com o teclado – os ecrãs ainda não tinham estas cores todas e havia uma drive externa para pôr as disquetes – desde o “arranque” até ao desejado jogo.

O primeiro processador a 8 bits foi o Intel 8080, utilizado por muitos informáticos no início dos anos 80 que conseguiram, assim, fazer jogos extremamente populares como o das Tartarugas Ninja, o PacMan ou o eterno Arkanoid. 8 bits foi uma das primeiras técnicas de processamento de dados em computação que permitia fazer operações básicas que resultavam em imagens todas pixeladas e numa sonoridade monofónica mas que, como há poucos dias lembrava com um amigo, nos deixava loucos de felicidade quando conseguíamos “produzir música” ou “fazer um jornal” nessas condições.

Voltemos então à minha descoberta: o 8 Bit Universe, um canal americano no YouTube que já disponibilizou centenas de versões de músicas transformadas por esta técnica. E a coleção vai da mais recente da Katy Perry, ‘Chained To The Rhythm’, a uma das minhas favoritas nesta versão, ‘Don’t Stop Me Now’, dos Queen, aqui quase tão bem retratados como, certamente, apareceram informaticamente em janeiro de 1979. Puro deleite, isto 🙂

Vá, se tens menos de 30 anos e não achaste piada nenhuma a isto, fica lá com a versão original que já conheces do anúncio da NOS:

Daniela Azevedo

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *