Rita Andrade: «Gostava de fazer um percurso no qual sentisse que não faço cedências»

Rita Andrade deu-se a conhecer nas redes sociais

Rita Andrade é uma cantora e compositora que tem vindo a apresentar vários temas que refletem influências de soul, r n’b, blues, pop e folk. O alinhamento para o álbum de estreia da cantautora que se tem vindo a apresentar em concertos intimistas, já existe, e é composto por 12 canções originais de sua autoria.

Os temas são composições suas e contam com produção de João André que já trabalhou com os Black Mamba, Tatanka, Emmy Curl, Diana Martinez e WeTrust.

Rita Andrade deu-se a conhecer através das redes sociais onde, há cerca de dois anos, o single de estreia oficial intitulado ‘Just Walk Away’ atingiu as cinco mil visualizações na primeira semana.

O EP homónimo foi editado em novembro do ano passado. ‘Stay’ foi o tema escolhido para preceder o lançamento do EP, e ‘Save Your Love For Me’, disponível mais abaixo, integra a banda sonora da curta metragem “Urban Sniper 2” de Gustavo da Luz. 

Professora de voz, no final do ano a artista vai também fazer um curso profissional na Dinamarca do qual conta regressar diferente e com muito mais para dar.

Daniela Azevedo e Rita Andrade antes do lançamento do EP de 2018
Daniela Azevedo e Rita Andrade antes do lançamento do EP de 2018

Daniela Azevedo – Rita, já tivemos oportunidade de ouvir o ‘Stay’ e ‘Save Your Love For Me’ e ambos remetem para um álbum que ainda não saiu. Quais são as perspetivas para o lançamento do álbum?
Rita Andrade – Eu espero que possa sair em 2019. Até lá devo lançar um EP com mais alguns temas ainda este ano.

DA – Estas canções têm um nome na produção muito conhecido. Quem é?
RA – Tenho o apoio do produtor musical João André que trabalha com o Tatanka, os Black Mamba, Emmy Curl e Diana Martinez & The Crib. A Diana foi muito generosa e fez coros para o tema do EP e eu estou muito feliz com o resultado.

DA – Quem é que te acompanha em palco? A Diana está lá?
RA – O formato que tenho vindo a fazer ao vivo é mais intimista: eu acompanhada por um guitarrsita ou pianista.

DA – O que está previsto para breve?
RA – Neste momento estou a trabalhar nos temas do EP que quero lançar até ao final deste ano e estou à procura de algumas datas para atuar ao vivo. No Facebook e no Instagram vão estando atualizadas as datas de concertos. São boas plataformas para me dar a conhecer e chegar às pessoas.

DA – Como é o teu processo de composição?
RA – É muito natural. Às vezes estou quase a adormecer e surge uma melodia que depois gravo. Tenho um gravador onde gravo tudo o que me vai surgindo e depois trabalho a partir daí mas posso estar em qualquer lado, não é pensado nem programado… surge-me.

DA – E quando te vem essa inspiração a meio da noite, as palavras surgem-te sempre em inglês?
RA – Sim, acho que isso está relacionado com o facto de eu ter crescido a ouvir muita música anglo-saxónica. É natural, inconscientemente acabamos por desenvolver algumas competências enquanto ouvimos música e, no fundo, foi a língua na qual aprendi a cantar.

DA – Qual é o tema dominante das canções?
RA – É o amor e os males de amor. Aspirações e inquietações.

DA – Antes de começares a cantar, quem eram os artistas que mais ouvias?
RA – Eu ouço imensa coisa. Nos últimos tempos tenho ouvido muito Emeli Sandé, gosto muito da base de piano que ela utiliza, ouvi também durante imenso tempo a Alicia Keys e gosto muito da Joss Stone. Numa onda um bocadinho mais alternativa gosto de José James, que tive o prazer de ver ao vivo já mais que uma vez, mas, sobretudo gosto de uma onda r&b e pop.

DA – Qual é o festival de verão que não vais perder?
RA – Ainda não escolhi a qual deles quero ir mas eu gosto mais de ouvir artistas novos, pessoas que não conheço e ter o privilégio de os ver ao vivo; essa experiência é única.

DA – Sobre o outro lado da vida da Rita Andrade, como é ser professora de canto?
RA – Eu tenho uma relação com os meus alunos de amizade e como colegas, não existe formalidade porque afinal todos temos o mesmo amor por cantar e paixão pela música. Sou exigente porque quero que deem o melhor deles. Tenho a mesma postura que gostei que a minha professora tivesse comigo e com quem ainda tenho uma relação próxima porque partilhamos algo muito valioso que é a nossa paixão por cantar.

DA – Onde é que gostavas que esta paixão pela música te levasse?
RA – Eu gostava muito de fazer um percurso no qual eu sentisse que não faço cedências, ou seja, que honro aquilo que, de facto, quero fazer em termos musicais. E assim ir o mais longe possível.

DA – Algum dos teus alunos pode vir a ser um parceiro de palco ou uma voz de coro tua?
RA – Ah claro que sim! [risos] Isso seria super agradável, gostava muito.

DA – E vais fechar este ano a concretizar um sonho… que sonho é esse?
RA – Em setembro vou começar um curso no Complete Vocal Institute, em Copenhaga, que é uma escola de canto para profissionais e semi-profissionais e espero evoluir muito. Não é fácil entrar aqui; é considerada a melhor escola de canto da Europa e eu estou muito contente com isso.

 

Daniela Azevedo

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