Aula Magna rendida ao lado lunar de Peter Murphy

Peter Murphy na Aula Magna, em Lisboa, a 16 de maio de 2016, fotografados por Luís Flôres

Amar é não precisares de fazer nada para agradar; só seres tu próprio. Nessa medida, Peter Murphy agradou muito.

Divorciado da atual cena musical rotulada de rock, punk ou até rock alternativo, Peter Murphy tinha anunciado que viria percorrer em formato acústico uma parte da sua carreira, a solo e com os Bauhaus, mas mesmo assim ficou alguma saudade de temas emblemáticos como ‘Huuvola’ e a até o hit que foi a ‘Hit Song’, de 1992.

Ainda assim, e apesar do fim dos Bauhaus em 1983, tivemos direito a uma certa magia vinda dessa época que ajudou a dar outro envolvimento às canções mais recentes. Aliás, conta quem viu que a reunião do grupo há 16 anos em Coachella foi algo memorável.

Apesar de, há cerca de três anos, Peter Murphy se ter despedido do preto, na capital portuguesa foi assim que a noite arrancou, tanto em palco, quanto na sua indumentária, só interrompida por uma rosa vermelha no braço. Problemas no som, infelizmente, fizeram com que alguns momentos em que nos preparávamos para o confortável anichar na cadeira, passassem ao desconforto de “onde estão os meus tampões de ouvido”. Lá mais para a frente, foram superados.

Depois de tirar o casacão de entrada e substituí-lo por um colete decotado, ‘She’s in Parties’ dá um destaque à grande voz que o músico ainda tem e não se inibiu de mostrar, enquanto o fecho da primeira parte do concerto é interpretado numa quase total penumbra da Aula Magna, apenas com uma luz púrpura e fraca a incidir sobre ele próprio. Torna-se quase viciante esta figura e esta melodia…

Peter Murphy na Aula Magna, em Lisboa, a 16 de maio de 2016, fotografado por Luís Flôres
Peter Murphy na Aula Magna, em Lisboa, a 16 de maio de 2016, fotografado por Luís Flôres

Mais em: Musicfest – O cartaz dos festivais de música

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