Da Chick no SBSR: concerto ou festa colorida?

Da Chick na edição de 2015 do Super Bock Super Rock, fotografada por Nuno Fontinha

Estreio-me no palco Antena 3 para uma artista que, em oposição, está agora a dar os passos iniciais de uma carreira que só pode ser longa. Apesar de Portugal não ter grande tradição no funk, cada vez mais grupos e cantores vão emergindo neste contexto musical e Da Chick é uma excelente representante do género que lhe é tão natural como acordar e dar uns fofos “bons dias” a toda a gente com quem se cruzar.

De cabelos encaracolados, pele bronzeadinha e sorriso verdadeiro, todos vestidos em ganga e ténis, Da Chick traz o funk da velha escola, o groove eterno da soul e salta ao balanço rítmico do disco. O seu primeiro álbum de originais, “Chick to Chick”, aqui hoje amplamente mostrado, é uma viagem ao universo da música soul, onde não faltam os ritmos mexidos e animados do funk, do disco ou do hip-hop. ‘Do Tha Clap’, o single de apresentação do álbum, foi logo o primeiro e só é de lamentar que não fosse ouvido quando, não só todo o espaço do palco Antena 3 já estava completamente cheio, como na escadaria do MEO Arena já muitos fãs batiam palmas e abanavam as ancas ao ritmo desta jovem portuguesa. ‘Lotta Love’ também foi das primeiras, bem como ‘Don’t Touch My Soul’.

Ao vermos a maneira como Da Chick se movimenta em palco, temos a sensação que estamos perante uma diva habituada a ser aplaudida por multidões e a cantar sabendo que vai encantar. Teresa Freitas de Sousa, o seu nome verdadeiro, brinca com o microfone, interage com os seus “brothers” em palco, provoca o público, não deixando ninguém esmorecer, e até já faz poses para os fotógrafos enquanto canta. O ponto alto do concerto aconteceu quando Da Chick se some de repente para logo a vermos empoleirada no stand de um dos parceiros do evento que oferece saltos em altura para um gigante insuflável. E aí vai ela, sempre de microfone na mão, a lançar-se num salto de 8 metros em pleno espectáculo. «My ass hurts. Como é que eu saio daqui?», brinca ela no fim da proeza. ‘Funky Call’, já confessou, é uma das suas músicas favoritas do disco, o que bem se notou aqui. O concerto, ou devo dizer, a festa colorida e divertida desta alfacinha com alma negra, terminou com o poppy funky ‘Cocktail’. Nota alta também para os seus músicos e para o bailarino Chocolate Brown. «Estava capaz de casar contigo, mano», diz-lhe ela rendida aos dotes de homem elástico do rapaz.

Da Chick na edição de 2015 do Super Bock Super Rock, fotografada por Nuno Fontinha
Da Chick na edição de 2015 do Super Bock Super Rock, fotografada por Nuno Fontinha

Trabalho feito por Daniela Azevedo para o extinto site do grupo Media Capital Rádios: Cotonete – Música e Rádios Online

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