Aldeia Gavinha – celebrar a tradição com o melhor das suas gentes

Aldeia Gavinha

No fim de semana prolongado de 31 de outubro a 3 de novembro realizou-se a Feira do Campo e Prova de Vinhos de Alenquer em Aldeia Gavinha.

A festa, que se realiza desde 2003, voltou a animar a aldeia de Alenquer que se orgulha de manter bem preservadas algumas tradições como o Pão-por-Deus e a comida caseira que leva centenas de visitantes ao restaurante da Feira do Campo, improvisado para estes dias e exemplarmente decorado para ser integrado no ambiente de campo que ali se vive.

Eurico Borlido, da organização da festa, disse que na festa estiveram alguns dos melhores vinhos nacionais “vinhos brancos secos e aromáticos, alguns mais recentes desde 2016 e outros mais antigos. Privilegiamos a qualidade dos vinhos de Alenquer”.

A festa foi inaugurada ao início da noite de quinta-feira que foi animada pelos Loucos (Anos) 80.

A tarde de sexta-feira, feriado de 1 de novembro, contou, do ponto de vista musical, com a atuação da Banda Filarmónica de Cabanas de Torres, dos acordeonistas Matilde Costa, Sofia Gonçalves, também de Miguel Paulo, do grupo de cantares “Os Vindimeiros”, sendo que a noite encerrou com o grupo musical Chaparral Band. Durante a tarde houve uma encenação com crianças de recuperação da tradição do Pão-por-Deus.

Destaque, ainda, para a noite de desfile da casa Pureza Fino, com propostas em roupa casual e roupa de cerimónia.

Desfile de moda da Casa Pureza Fino from Daniela Azevedo on Vimeo.

Fundada em 1976, Pureza Fino conta com longos anos dedicados a embelezar a figura feminina e masculina com vestuário para todas as ocasiões. O desfile foi apoiado pelas maquilhadoras Cláudia Rei e Susana Neves e pelas cabeleireiras Vânia Cândido, Sónia Caseirito e Polina Zaytserva.

No domingo houve um desfile etnográfico, seguido da tradicional bênção dos animais, e a atuação do Rancho Folclórico “O Cacho Dourado” e “Danças e Cantares de Vila de Canas”.

O restaurante, nestes dias, estava sempre com fila de espera. Não que rapidamente os clientes não fossem atendidos, mas porque tal demonstra bem que muitos visitantes preenchem por estes dias o espaço onde estavam os pratos que caracterizam a gastronomia da região, regados pelo melhor vinho que nela é produzido. “Todos os anos temos que repetir a manta saloia no espeto, na noite de sexta e sábado; sabemos que há pessoas que vêm de longe de propósito só para comerem a nossa manta no espeto”, garantiu a chefe de cozinha do restaurante.

Num balanço a estes dias de festa, o pároco Jean Castilla, que também integra a comissão de festas, congratulou-se com o elevado número de visitantes a Aldeia Gavinha e também pelos laços de amizade e familiaridade que comprovou que saíram reforçados entre os mais jovens.

Daniela Azevedo

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