insch sobre como se veem na música: «Nunca deixará de ser o nosso lugar seguro»

Os insch estão a apresentar a canção Whenever You Call My Name que faz parte do álbum de estreia

Os insch estão a apresentar o novo videoclipe do tema ‘Whenever You Call My Name’. A música, que se pode ouvir mais abaixo, faz parte do álbum “Safe Haven” que é bem o retrato da música alternativa que tão bem tem vindo a ser feita e a crescer em Portugal.

Amigos desde há muito, Manel Gomes, no baixo, Miguel Rodrigues, na bateria, e Tiago Duarte, guitarra e voz, juntaram-se na Ericeira e, num estúdio com vista para as famosas ondas da praia, contaram no disco de estreia com a colaboração de António Côrte-Real, dos UHF, Wilson Silva, dos More Than A Thousand, e Pedro Lousada, dos Blasted Mechanism.

Os insch formaram-se em 2014 inspirados pelas músicas de grupos como os Nirvana, Deftones, Nine Inch Nails, Bush ou Incubus. Os ericeirenses conquistaram o título de Banda do Ano 2015, atribuído pela BalconyTV Lisboa, e para a New In Town foram considerados um dos «oito artistas musicais desconhecidos que tem mesmo de conhecer».

O álbum já foi apresentado ao vivo no passado dia 12 de maio na sala Estúdio Time Out, em Lisboa, e depois disso, conversámos.

Daniela Azevedo – “Safe Haven” é o vosso álbum de estreia. Como o descrevem?
insch – É uma viagem ao centro de três amizades com as naturais dores de crescimento. A música, pelo menos como a vemos, é uma forma de nos perdermos e nos encontrarmos e o álbum é a expressão disso mesmo, de explorarmos isto que temos e sentimos.

DA – Por falar em segurança, a música é um lugar seguro em Portugal?
insch – Depende das expectativas. O que nós temos ninguém nos tira, e enquanto fizermos música pela música, por nós e para nós, nunca deixará de ser o nosso lugar seguro. Se estiveres a falar da indústria, a música é um lugar seguro para imensa gente, seguramente não para gentes do rock, não neste momento.

DA – E é a vossa atividade a tempo inteiro?
insch – Não e sinceramente não temos pressa que o seja. A partir do momento em que a tua subsistência, o teu conforto e dos que estão contigo dependem de uma atividade, mesmo que inconscientemente, passarás a fazê-la de outra forma, menos inocente e menos natural. Se para ter sucesso comercial tivermos que alterar a forma como fazemos e soamos, não queremos ir por aí. Mas temos esse sonho, que escondemos bem fundo para não pensarmos muito nisso.

DA – Vocês já se conheciam há vários anos. Quais foram os fatores que se conjugaram favoravelmente para se juntarem em 2014?
insch – Saudades. Termos passado um par de anos afastados e chegarmos a um ponto em que o resto das nossas vidas estava relativamente confortável mas faltava ali qualquer coisa. E tudo isto nos aproximou e tornou-nos mais amigos que alguma vez fomos.

DA – Vocês eram grandes fãs de David Bowie. Qual acham que é a melhor forma de perpetuar a música dele?
insch – Sinceramente, perpetuando a sua atitude inovadora e irreverente. O que mais guardamos do Bowie é a capacidade de se reinventar, de não ligar ao status quo, de estabelecer os novos limites e fronteiras.

DA – O vosso álbum já foi apresentado ao vivo. Qual tem sido a reação do público?
insch – Bom… não tem vindo ninguém gritar impropérios! [risos] Agora a sério, a recetividade tem sido maravilhosa, especialmente para um trio de amigos que nunca imaginou sequer sair da sala de ensaios. Ao fim da primeira semana entrámos no Top 10 nacional de vendas digitais e nem queríamos acreditar! Em termos de reações, têm-nos dito que «já tinham saudades de rock, bom rock».

DA – Onde acham que o vosso álbum soa melhor: em salas mais intimistas ou ao ar livre?
insch – Não temos tocado muito ao ar livre mas arriscamos dizer salas intimistas. Gostamos daqueles espaços mais pequenos em que o público está mais em cima da banda, em que absorvemos e alimentamo-nos mutuamente com energia. Não há nada como tocar a tua música ao vivo e sentir que a mensagem está a ser vivida “do outro lado”.

DA – Destino preferido para umas férias de Verão em Portugal? Vá… Ericeira não conta… [risos]
insch – Santa Cruz, fica uns 20 quilómetros a norte e passámos lá os verões da nossa adolescência. [risos] Algumas músicas falam de vivências e situações que lá se passaram.

Daniela Azevedo

 

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