Conclusões da APDSI sobre o MeetUp “Diversidade e Inclusão na Era Digital”

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A APDSI organizou um MeetUp intitulado “Diversidade e Inclusão na Era Digital” no dia 20 de setembro, no pequeno auditório da Culturgest, em Lisboa. O objetivo da APDSI foi apresentar, complementarmente e num formato informal, uma visão das políticas e desafios sociais para promover a igualdade de oportunidades, e uma visão e boas práticas de integração e promoção da diversidade num contexto empresarial.

O debate contou com a participação de Fernanda Barata de Carvalho, Diretora de Inclusão e Diversidade da Accenture, e de Elsa Carvalho, Diretora de Recursos Humanos da Caixa Geral de Depósitos.

“ENGENHEIRAS POR UM DIA” E “3 EM LINHA”

Coube à Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Lopes Monteiro, fazer a abertura da sessão e um enquadramento com o panorama atual em matéria de diversidade e da inclusão, demonstrando disponibilidade para estabelecer alianças e parcerias estratégicas com a APDSI neste domínio.

INCLUSÃO E DIVERSIDADE

Fernanda Barata de Carvalho, Diretora de Inclusão e Diversidade da Accenture, contou, no debate, qual foi o caminho que levou à criação de uma direção para a Inclusão e Diversidade. A Accenture tem três mil colaboradores em Portugal e cerca de meio milhão ao nível global, o que significa que a diversidade está presente a cada minuto e que as pessoas têm de se sentir incluídas, que todas fazem parte da solução, do caminho que conduz à criatividade e potencia a inovação. “Se queremos que o nosso conhecimento seja o melhor, o mais inovador, temos de cuidar das nossas pessoas, para que se sintam únicas e acreditem que na Accenture têm a oportunidade e espaço para serem elas próprias. Três mil pessoas correspondem a três mil famílias, por isso, imagine-se o quanto se pode impactar a sociedade, se as tratarmos como seres únicos e lhes mostrarmos que o seu propósito é coincidente com o nosso”, refere a responsável da Accenture.

GETTING TO EQUAL 2019: CRIAR UMA CULTURA QUE CONDUZA À INOVAÇÃO

Todos os anos a Accenture publica o estudo “Getting to Equal” , que avalia o que mais contribui para uma cultura de igualdade e o do ano passado concluiu que, a capacidade de cada pessoa para inovar é seis vezes maior numa empresa com igualdade e diversidade perfeitamente integradas na sua cultura empresarial, o que prova, no entender da Diretora, que estes são fatores de competitividade. A mentalidade e capacidade de inovação são crescentes nas culturas empresariais que mais promovem a igualdade do que nas outras. A Accenture concluiu que ambientes onde se promove uma cultura de igualdade – o mesmo tipo de ambiente de trabalho que ajuda todos a avançarem para posições de topo – é um poderoso multiplicador de inovação e crescimento.

BONS OUVINTES = BOAS PRÁTICAS

Elsa Carvalho, Diretora de Recursos Humanos da Caixa Geral de Depósitos, deu a conhecer os principais desafios que enfrenta na área da diversidade e inclusão no dia-a-dia da empresa que representa. Estando há pouco tempo neste organismo, afirma que o primeiro passo foi ter uma noção do trabalho já feito para depois continuar a priorizar o princípio de que o setor empresarial do Estado tem de agregar valor para a comunidade em que se insere e para a sociedade em geral, sempre atendendo ao facto de que a produtividade é um imperativo de qualquer negócio.

VANTAGENS NA DIVERSIDADE E INCLUSÃO

Como se consegue que um movimento de diversidade e inclusão faça parte da cultura de uma empresa? Quando as pessoas veem vantagens. Se os gestores não virem vantagens e se esse movimento não agregar valor à produtividade e gestão de negócio, então essa mudança não se vai verificar e os seus eventuais resultados nunca serão sentidos.

O documento completo está disponível aqui.

Daniela Azevedo para a APDSI

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