António Cotrim sobre “Uma Imagem Solidária”: «Os fotojornalistas não aparecem só nos maus momentos»

A iniciativa “Uma Imagem Solidária” realiza-se de 10 a 14 de maio na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa. Pelo segundo ano consecutivo, a exposição vai juntar fotojornalistas e fotógrafos amadores, sendo que, este ano, os donativos pela aquisição das fotografias vão reverter para a Acreditar – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro.

O fotojornalista António Cotrim, da Agência Lusa, é quem coordena a iniciativa, a par com o fotojornalista Paulo Guerrinha e o fotógrafo Carlos Almeida.

O tema das fotografias é livre e, entre os nomes que já garantiram a sua presença, além de António Cotrim, estão Mário Cruz, Leonardo Negrão, António Homem Cardoso, Rui Palha, Rui Caria e Gonçalo Lobo Pinheiro. A base de partida para cada fotografia é de vinte euros e este ano todas as fotografias são emolduradas. Os donativos são, posteriormente, entregues à Acreditar, no próximo dia 1 de junho, Dia Mundial da Criança.

A organização da “#UMAIMAGEMSOLIDARIA” conta conta com o apoio da Colorfoto (impressões), e da EasyGest Mediação Imobiliária.

Sendo já uma marca registada, “#UMAIMAGEMSOLIDARIA” vai ter uma regularidade anual, sempre com objetivos solidários. No ano passado, a iniciativa, que se realizou em Lisboa e no Porto, reuniu 234 fotojornalistas e outros fotógrafos profissionais e angariou 5.286 euros em donativos para os Bombeiros Voluntários de Castanheira de Pera.

Era imperativo conhecer o que está por detrás desta motivação de António Cotrim.

Uma Imagem Solidária 2018
Uma Imagem Solidária 2018

Daniela Azevedo – Este é já o segundo ano da iniciativa #UMAIMAGEMSOLIDARIA. Como é que surgiu a ideia? O que vos faz colocar arte e solidariedade no mesmo plano?
António Cotrim – A ideia surgiu após os incêndios de Pedrógão Grande no ano passado. Temos que passar a imagem que os fotojornalistas não aparecem só nos maus momentos que as pessoas e a sociedade vivem.

DA – Foi fácil recrutar parceiros fotógrafos nesta missão?
AC – Muito fácil. O povo português gosta de ajudar os outros.

DA – Há algum fio condutor na temática das fotografias expostas?
AC – Não, o tema é livre, temos é que ter o cuidado de pensar que a foto em questão é para colocar numa parede (num escritório, sala etc.).

DA – Este ano também há trabalhos de fotojornalistas internacionais. O que os levou a identificarem-se com a causa?
AC – Sim temos trabalho do estrangeiro. Uma prova de que a solidariedade é uma palavra que não conhece fronteiras.

DA – E os lucros dos donativos revertem para a ACREDITAR. Qual foi o critério para se chegar a esta instituição?
AC – O critério é simples; estas crianças que são apoiadas pela ACREDITAR todos os dias nos dão lições de vida. O esforço da associação é enorme e nós não podemos passar ao lado no apoio.

DA – Qual é o papel da estilista Fátima Lopes enquanto embaixadora da exposição?
AC – Muito grande. A Fátima Lopes conhece bem a palavra solidariedade. Nasceu na Madeira. E é uma forma de darmos mais crédito à nossa iniciativa e sensibilizarmos mais pessoas para a nossa iniciativa.

DA – Quais são as novidades para a edição deste ano?
AC – Este ano as fotos serão colocadas numa moldura 30 X 40. Só depois de trocadas por um donativo é que a pessoa fica a saber quem é o autor do trabalho.

DA – É um evento para continuar?
AC – Sim. Queremos que a iniciativa #UMAIMAGEMSOLIDARIA, seja uma referência no apoio a quem necessita de ser ajudado.

 

Daniela Azevedo

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