Ute Lemper: a guia turística de uma viagem pela Europa dos anos 40 e 50

Ute Lemper no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a 17 de março de 2017, fotografada por Marta Ribeiro_1

De cada vez que vamos ver um espetáculo de Ute Lemper já se sabe que vamos ter direito a um banho de cultura, sátira, sensualidade ao mais puro estilo femme fatale e muitas histórias. Nesta sexta-feira, 17 de março, não foi diferente e o Centro Cultural de Belém, em Lisboa, recebeu, novamente, a sua diva de braços abertos e sala praticamente cheia. Há muitos anos que é assim, como lembra a própria artista, nas recordações que guarda de Portugal desde que nos visitou pela primeira vez ainda nos anos 80. A mais recente visita foi em 2015, com “Last Tango In Berlin”.

De palco sempre na penumbra, luzes amareladas e azuladas incidem sobre os três virtuosos músicos que a acompanham ao piano, no violoncelo e na concertina. Já a diva, surge com o seu habitual trajar de vestido comprido, preto, enorme racha lateral e um lenço vermelho escuro a adornar-lhe a cintura, com o seu quê de tango argentino que também lhe pontua a atuação de quase duas horas. ‘Purple Avenue’, de Tom Waits, é a primeira da noite que a cantora alemã descreve assim: «Vou levar-vos numa viagem que começa em Berlim, onde cresci. Os anjos contaram-me histórias que chegam da Argentina e de tantas outras culturas. São histórias de guerra, de sobrevivência, de esperança e de bares de whisky». Introdução perfeita para mais uma canção cheia de “fantasmas”; a de Nick Cave, ‘Little Water Song’…

Ute Lemper no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a 17 de março de 2017, fotografada por Marta Ribeiro
Ute Lemper no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a 17 de março de 2017, fotografada por Marta Ribeiro

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Daniela Azevedo

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